Passe uma semana vivendo como um Marajá na India

Se é verdade que a viagem vale o destino, então esse trem vale a viagem. Pense bem: são catorze vagões, cada um batizado como um dos antigos-estados rajput, decorados com timbres reais e peças personalizadas, e divididos em quatro cômodos luxuosos que, não fosse por suas dimensões limitadas (como em qualquer compartimento de trem), passariam por um hotel cinco estrelas.

A ideia subjacente às instalações suntuosas e à mordomia 24 horas é fazer o passageiro experimentar o estilo de vida rajput — e olha que é um estilo de vida com o qual é fácil se habituar.

Os rajputs eram clãs patrilineares de latifundiários que surgiram a partir do século VI e se concentravam no norte da Índia.

Diz a lenda, frequentemente contestada, que todas essas famílias descendem da varna (casta) dos xátrias, uma importante classe de guerreiros hindus, e sua reputação como combatentes destemidos os acompanhou durante o colonialismo britânico, até o moderno Exército indiano.

Embora seu auge tenha ocorrido entre os séculos VIII e XI, alguns rajputs resistiram às invasões islâmicas, aos conflitos com sultanatos hindus vizinhos e à colonização, para continuarem reinando até o século XX.

E a mera menção a um rajput ainda tem relevância cultural. Na verdade, o Censo de 1931 incluiu 10,7 milhões de pessoas que se consideravam descendentes de clãs rajputs, e esse número aumentou para cerca de 60 milhões em 2009.

O atual Rajastão abrange a maior parte do território dos rajputs (mas não todo), razão pela qual essa viagem ferroviária de sete dias evoca a influência deles de Nova Délhi a Jaipur, meta, da joalheria, alcançando então a vastidão de Sawai Madhopur, vigiada por tigres, e o grandioso forte Chittorgarh.

Em seguida vêm Udaipur e seu palácio no meio de um lago a cidade dourada de Jaisalmer, os desertos de Jodhpur, o Parque Nacional Keoladeo e, finalmente, o Taj Mahal, em Agra.

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