Dê um tempo em Pai, no norte da Tailândia e conheça a famosa trilha Hippie

Nas décadas de 1960 e 1970, enquanto o amor livre pairava no ar, os hippies viajavam da Europa para o sul da Ásia, atravessando Turquia, Irã, Afeganistão, Paquistão, Índia e Nepal.

O importante era sumir da sociedade careta, ficar chapado e se divertir. Os hippies escolhiam essa rota por ser barata (viajava-se basicamente de carona, ônibus e trem) e a mais distante possível do “malvado” Ocidente capitalista. É claro que havia também uma grande mística associada a essas terras longínquas — algo altamente desejável para pessoas buscando conciliar iluminação espiritual com diversão.

Em geral, as capitais europeias das drogas e do amor livre, Amsterdã e Londres, eram os pontos iniciais da jornada. Uma rota ideal a partir de uma dessas cidades desceria a Europa via Iugoslávia, Bulgária ou Grécia, até chegar a Istambul, na Turquia.

Daí, haveria diversas opções, mas a básica seria passar por Ancara, Teerã (Irã) e Cabul (Afeganistão), cruzar o passo de Khyber para chegar a Peshawar, no Paquistão, e de lá seguir para a Caxemira, Délhi e Goa, na Índia. O primeiro guia da Lonely Planet, Across Asia on the cheap, tinha tudo a ver com a trilha hippie.

No caso de Tony e Maureen, eles compraram uma minivan em Londres por £65 e a guiaram até Cabul, antes de seguir para a Austrália. Usando todos os meios possíveis e imagináveis, eles atravessaram os Bálcãs, a Turquia, o Irã, o Paquistão, a Índia, o Nepal, a Tailândia, a Malásia e a Indonésia.

Depois de venderem a van no Afeganistão, seguiram viagem em ônibus cheios de galinhas, em trens e de carona em caminhões, até chegarem nove meses depois a Sydney, sem um tostão no bolso.

Hoje, a trilha hippie está sendo redescoberta, graças à proliferação das companhias aéreas de baixo custo e da maior acessibilidade das viagens. Mas agora ninguém quer “escapar da sociedade” — os “hippies” encontrados atualmente na trilha são em sua maioria profissionais urbanos.

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